segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E a...? E o....?


E a gripe...? E o Sarney...? E o avião que caiu...? Mais nada. É incrível como os assuntos são efêmeros. Nós somos todos controlados, forçados a pensar de uma maneira padrão pelos que detém o poder da mídia, da "comunicação". Eles mostram só o que lhes interessa, quando lhes interessa. Que notícia vende mais?

Cabe a nós mesmo enxergarmos o que há por trás do que nos é passado. E como aprendemos isso? Caímos novamente na questão da educação. Infelizmente fomos criados pra isso. Poucos são os professores que nos ensinam a pensar de verdade.

Não acredite em tudo o que vê, ou lê. Post curto porque eu tô sem tempo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Gripe? 2


Putamerda. Eu odeio repetir um tópico, muito mais falar de algo tão falado na mídia. Mas é justamente esse fato que me irrita profundamente. Saíram os números de casos e de mortes por gripe no Paraná. Foram 1148 confirmados contra 1537 negativos. Ou seja. Apenas MENOS DA METADE dos casos de sintomas de gripe é dessa nova. Então pra que ter tanto medo dela? E o engraçado é que tanto a TV como os jornais ignoram esse fato. Pior, começam as notícias dizendo quantos mortos novos têm. O que eles omitem é que (no Paraná, por exemplo) apenas 1/4 dos óbitos por doenças respiratórias são causadas por esse vírus. Conclusão? ELA É MENOS MORTAL DO QUE QUALQUER OUTRO TIPO DE GRIPE!

E sabem por que tem me irritado tanto essa paranóia tanto com algo COMUM e SAZONAL? Por que eles resolveram adiar as aulas. Já serão 4 semanas... UM MÊS INTEIRO sem aulas, SEM MOTIVO. Não há motivo pra parar tudo. Não há motivo pra não sair de casa, pra se isolar, pra ter mais esse tipo de preocupação na cabeça. Isso só falando de doenças respiratórias, sem entrar no mérito de outras.

Então qual é o objetivo do governo? De que adianta perseguir algo tão ordinário? Sinceramente, não sei. Mas que a maior prejudicada com isso é a educação, ah, é! Eu convivi com uma faculdade em greves e sei BEM como um calendário bagunçado atrapalha o rendimento. Tá, chega de teorias conspiratórias. Acho que eles são apenas BURROS, e não tão espertos pra isso. Mas que algo cheira mal nessa história toda, é fato. E com esta paranóia toda tomando conta dos jornais, os escândalos, como os tais Atos Secretos ficam em segundo plano (não, não tenho paciência pra entrar nesse mérito).

Eu gostaria que o povo abrisse os olhos pra esse tipo de prática. Mas como alguém vai aprender a ver os fatos por trás das notícias se não tem educação? E como vai ter educação se as notícias indicam para não estudar? É um ciclo vicioso. E sempre foi assim. E provavelmente sempre será.

Fontes dos dados:

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Gripe?

Conversa de gabinete:
- Pois não, senhor?
- Feche a porta. A razão pela qual eu o chamei aqui é um tanto quanto intrigante. Precisamos cuidar da dívida daquela empresa farmacêutica. Anos atrás gastamos bilhões com medicamentos, mas aquela gripe não foi tão mortal quanto prevíamos. Agora temos milhões daquele remédio em estoque e não temos o que fazer com eles.
- Compreendo, senhor.
- Eu tive uma idéia para isso. O vírus da gripe anterior infelizmente não passava de humano para humano. Esse foi o problema. Temos que alarmar a população com um vírus que seja transmissível de uma pessoa para a outra.
- Não é arriscado demais contaminar a população com um vírus altamente transmissível?
- Não isso. Pensei em algo mais simples. Vamos rastrear um vírus de gripe comum.
- Mas senhor, existem milhares de vírus de gripe comum. Eles mutam todo ano.
- Sim, mas rastrearemos apenas um. Daremos um nome chamativo. Diremos que ele derivou de um animal, como a gripe anterior. Isso funciona, apavora a população. Como com a AIDS.
- O único problema é que a gripe não é tão mortal como esses vírus.
- E daí? O povo não sabe disso. Mostraremos a eles os números de mortos. Mesmo que sejam poucos,só de ver que existem mortes, as pessoas começam a temer. E quando todos temerem a gripe, indicaremos o medicamento que temos em estoque como principal maneira de combatê-la.
- Isso causará pânico geral, senhor!
- Deixe que cause. Vai ser bom para a economia. Ensinaremos as pessoas a se previnir. Isso acarretará num aumento das vendas de álcool-gel e máscaras de proteção. Gerará empregos.
- Ensiná-los a se prevenir não seria ir contra a idéia de disseminar a doença? Aí as vendas não seriam tão grandes. E tem mais, a economia pode parar. Com o risco de pandemia, o comércio, as aulas, o trabalho, tudo vai fechar!
- Não, temos que mostrar que nos preocupamos com a doença. E também isso ajudará a esgotar os estoques sem que tenhamos que gastar mais com a produção de novos medicamentos. Tudo fechar é um risco que corremos. Mas precisamos nos livrar deste estoque e recuperar o dinheiro que gastamos.
- Senhor, com todo o respeito, o senhor acha que nós podemos enganar a todos simplesmente dizendo que uma coisa é muito mais ameaçadora do que realmente é?
- Yes, we can.


Não que eu acredite nesses números, ou dados especificamente. Mas desde que a pandemia da gripe do porco começou, eu acredito que tem algo por trás disso. E algo relacionado à máfia da indústria farmacêutica.

T4 Project - Health Care
Doctors, doctors! You must never cure the patient. That's like throwing business away. It's our job to cure the symptoms, never the cause! Prolong their diseases, never cure!

terça-feira, 28 de julho de 2009

O Brasil é melhor que os EUA

Não. Mas vai ser. Foi o que eu ouvi de um francês esses dias. Melhor em que? Economicamente? Não. Brasil não tem cacife pra passar os EUA economicamente. Toda a economia já está direcionada pra lá. Acho que ele quis dizer que será um país melhor pra morar. Aí eu até concordo. Lá eles vão ter muito mais stress com a vida. Aqui, que tipo de preocupação a gente tem? O Brasil é lindo. Tem corrupção, mas pra isso a gente já tá vacinado. Já é algo intrínseco no nosso povo. Já é normal. Tanto que que rouba é inclusive reeleito. Um dia, quando quem realmente pensa não for tão preguiçoso quanto eu, aí sim vai mudar. O problema é que a preguiça de muitos resulta no sucesso de poucos.

Tô lendo O Mundo é Bárbaro do Veríssimo. Pensei em postar aqui só depois que lesse ele inteiro, mas não dá. Cada leitura é uma inspiração. Achei que o cara fosse um bom comediante. Ele é muito mais que isso. Ele até me inspira em pensar no Brasil, vejam só!


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Professores, educação e alunos

Não sei por que, mas existem professores que não nasceram pra dar aula. No último semestre eu sofri com um professor que reúne todas as qualidades que um professor NÃO deve ter: ele não orienta o aluno (nem sequer sabia O NOME do livro que ele usava para dar aula), não responde perguntas de forma objetiva, não é flexível para aceitar o que o aluno argumenta e o pior, exige um trabalho imenso e, em plenos tempos de computadores, que seja feito manuscrito. Além disso, faz provas de correção "binária" (ou seja, ou vc acerta a questão inteira ou erra ela inteira - questões que são de raciocínio e cálculos, muito fáceis de errar).

Então eu me pergunto: por que DIABOS um cara desses é professor? O que motiva ele a dar aula? Obviamente ele não gosta disso, porque se gostasse teria o mínimo de empenho em ensinar, que foi o que ele passou um semestre inteiro NÃO FAZENDO! Pior de tudo é sequer poder reclamar isso para o coordenador do curso, já que era ele próprio!

Eu acredito que o papel de um educador é não apenas ensinar a matéria, mas também dar noções de vida. Pense, se desde pequenos nós fôssemos incentivados a fazer algo para mudar o mundo em que vivemos, já o teríamos feito. Eu tive que viver, digamos, 10 ou 15 anos da minha vida sem ter essa cabeça. Fui aprender a ter essa consciência sozinho, observando e ouvindo
músicas que pregam esse tipo de atitude. E como sempre fui preguiçoso ainda sequer comecei a me mexer pra fazer algo pelo mundo. Exceto começar esse blog (o que eu acho muito pouco ainda).

Acho que só vamos ter alguma mudança realmente quando começarmos pela educação. O problema é que o atual sistema obviamente boicota a educação. Lógico! Se eles educarem o povo, é claro que eles não vão ser escolhidos como representantes. Acho que a única maneira de realmente educar as pessoas é fazer algo independente do governo. Não digo essas ONGs que
ensinam crianças, digo algo mais profundo. Algo que eles não tenham como saber, que eles não tenham como intervir. Educar crianças de hoje, para inserí-las no mundo amanhã, conscientes do que precisam fazer pra gerar melhores condições para seus filhos. Gostaria que todos chegassem nas universidades já com senso crítico pra discernir o que é bom e o que é ruim.

Como fazer isso? Ainda não sei. Infelizmente eu sou preguiçoso demais pra começar a estudar e aprender como educar as pessoas. Talvez eu não tenha o perfil pra isso. Só a idéia. Mas um dia vou achar alguém que o tenha. E vou fazer algo de útil. É, começou com uma crítica a um professor.

domingo, 19 de julho de 2009

I'm not asking for the world

Eu simplismente odeio que determinem coisas que não podem ser determinadas. "Você nunca vai conseguir isso", "Eu jamais faria aquilo". Quem diabos é você pra dizer oque eu posso ou não fazer ?
Esse tipo de frase só tem uma utilidade: Te faz correr o risco de ter ela empurrada devolta gargata a baixo.

Ok, eu não sou uma pessoa modesta, mas nos meus 18 anos de vida já vi muita gente engolir devolta essas palavras idiotas. Vejo até hoje e infelizmente vou ter que continuar vendo pro resto da vida.

As pessoas tem esse costume nojento de falar sobre oque elas não sabem; E pior ! Sobre oque elas nunca vão saber.
Então para aqueles que já disseram "você nunca conseguiria", eu lhes digo "wait for it".

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Morte.


Li esta semana o capítulo 102 de Akumetsu. Nele há uma discussão sobre a morte. Além de tantas questões políticas e de economia, o mangá ainda abrange esse tipo de assunto. Não é à toa que está entre meus favoritos. E foi esse capítulo que me motivou a escrever o primeiro post deste blog.

O que acontece quando a gente morre? Pra onde a gente vai? Aposto que todos já perderam, em algum momento, tempo com essas perguntas. A resposta é bem simples, mas não vem ao caso agora. O que sempre me intriga nessa questão é: por que as pessoas têm tanto medo da morte? É claro, natural a pessoa ter medo de se machucar. Dói. Mas depois que você morre, você já não sente mais dor. Eu acho que as pessoas têm é medo de não continuar mais existindo. Medo de não influenciar mais no mundo. E é por isso que os diversos tipos de religião criaram explicações para o que acontece conosco após a vida. Existe um céu e um inferno? Nossas almas ficam vagando pela Terra? A busca por essas respostas é puramente o medo de não mais existir.

Eu já tive medo da morte. Corria chorando pra minha mãe com medo de morrer. Eu tinha medo do que aconteceria comigo quando eu morresse. Tinha medo porque não sabia. Não que agora eu saiba, mas eu perdi o medo do desconhecido. E também defini que pra mim, quando você morre, você deixa de existir. Sua existência simplesmente desaparece. Seu corpo, que é tudo o que você tem, permanece, até ser completamente consumido pelo ambiente. As sinapses dos seus nervos deixam de fazer as ligações que lhe dão a vida e você pára de pensar. Só isso. Mas por que se preocupar tanto com esse detalhe? Por que querer garantir algo para além da vida em detrimento dela própria? Não faz sentido pra mim a eternidade. Por isso não me preocupo com ela. Aliás, se por acaso o céu existe e é muito melhor que aqui na terra, por que continuar vivendo? Se a gente morresse e fosse pra um lugar melhor, a vida não faria sentido.

Então, se alguém desaparece quando morre, por que ter pena de alguém que morreu? Eu realmente não entendo. Mesmo que, digamos, a pessoa vá para o céu quando morre. Por que ter pena dela? Vai estar lá, feliz de estar no paraíso. Enfim, a pessoa desaparece, ela não vai estar se lamentando por não ter concluído algo que desejava. Eu tenho pena é de quem está vivo. De quem vai sofrer a perda. No fim, como tudo o que o ser humano faz (um dia falarei sobre isso), sofrer por alguém que morreu é egoísmo. Sim. Quem sofre, o faz porque gostaria que a pessoa ainda estivesse ali, ao seu lado. Puro egoísmo. Eu já passei por situações de morte. Eu chorei por egoísmo, porque uma parente minha morreu muito novinha, de uma doença. Eu queria cuidar dela, queria levar ela no cinema quando ela crescesse. Chorei pensando em mim. Mas depois de derramar as lágrimas eu pensei: pô, agora ela parou de sofrer. Algum tempo mais tarde, minha avó morreu. Mas eu não chorei. Porque entendi que a vida uma hora acaba. Não que eu não fosse sentir falta da minha avó, eu só aceitei que as coisas e as pessoas vêm e vão.

Eu pensei em falar em destino, mas não vou. Afinal, não existe tal coisa. As coisas simplesmente acontecem. Ok, eu falei. Mas é isso. Pode parecer clichê, mas a única coisa que é certa é que todo mundo morre.

Enfim, não temos porque temer a morte. Devemos aproveitar a vida, já que não resta nada depois que ela acaba. E na vida, faça o que bem quiser. Se quiser se divertir, se divirta, se quiser sofrer, sofra. Eu não vou julgar ninguém. Só vou discordar, porque eu sou diferente. Mas não se prenda ao que os outros pensam de você. Aproveite agora o que você não vai poder aproveitar depois.